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A brasileira e as afegãs

 

Por D. César, da missão Interserve Brasil-CEM

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A capa da revista Veja de 19 de maio traz uma rica e bem apresentável mulher brasileira e, no canto superior esquerdo,

duas mulheres afegãs cobertas pela típica burca azul.

 

A brasileira ilustra a reportagem de capa de 15 páginas "O milionário mora ao lado". As afegãs ilustram a reportagem

de mesmo número de páginas "Afeganistão – um inferno para as mulheres".

 

A primeira reportagem afirma que seis brasileiros de classe média se tornam milionários a cada hora – em outras palavras, temos um novo milionário a cada 10 minutos no Brasil. Incrível. A segunda reportagem afirma que 57% das afegãs se casam antes da idade

mínima permitida por lei, de 16 anos – e, claro, com maridos geralmente mais velhos, escolhidos por outros.

Incrível também. No Afeganistão apenas 15% das mulheres com mais de 15 anos sabem ler e escrever.

Mais incrível ainda é saber que 87% das desnutridas afegãs sofrem violência física, sexual ou psicológica –

82% destas dos próprios familiares (leia-se maridos, na maior parte dos casos).

 

Não dá para continuar insensível. Só não vê quem não quer. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

 

A capa da revista é uma pregação por si mesma. O contraste atesta mais uma vez que o Brasil evangélico

de hoje tem condições e obrigações de fazer muito mais pelos seus pobres e pelos pobres do mundo afora.

Ainda mais os pobres que não conhecem a graça redentora de Jesus.

 

Pelo menos por amor e temor a Deus, criador de todos neste mundo, e por gratidão àqueles que deixaram sua

zona de conforto e vieram dividir conosco esta "maravilhosa graça" – não muitos anos atrás.

 

Está mais do que na hora de deixarmos de ouvir a vergonhosa estatística de que o brasileiro contribui, em média,

com míseros R$ 2,30 para missões – o equivalente a um refrigerante por ano. Nós podemos e devemos ser e fazer

muito mais do que isso.


Que Deus tenha misericórdia de nós.

 

 

  
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